O artigo analisa criticamente o regime jurídico português de proteção de dados das crianças no ambiente digital, à luz do RGPD e da Lei n.º 58/2019, questionando se a idade de 13 anos para o consentimento autónomo é suficiente para garantir uma proteção efetiva. A autora sustenta que as crianças, pela sua vulnerabilidade, imaturidade e reduzida consciência dos riscos do ciberespaço, merecem uma tutela reforçada, sobretudo face à recolha massiva de dados por redes sociais, plataformas de entretenimento e dispositivos ligados à Internet.
O texto destaca que o legislador português adotou uma solução permissiva, ao fixar nos 13 anos a idade mínima para o consentimento digital, apesar de outros domínios jurídicos nacionais apontarem os 16 anos como referência relevante de discernimento e responsabilidade. A autora entende que esta opção fragiliza a defesa dos direitos fundamentais da criança, nomeadamente a privacidade, a dignidade e o livre desenvolvimento da personalidade.
O artigo valoriza ainda o papel do acompanhamento parental e da literacia digital, defendendo que a proteção da criança não pode depender apenas da lei, mas também da educação, da supervisão familiar, da responsabilização das plataformas e da intervenção do Estado. A conclusão central é clara: para proteger verdadeiramente as crianças no mundo digital, deveria elevar-se para 16 anos a idade do consentimento e reforçar-se a prevenção através de políticas públicas, mecanismos tecnológicos mais seguros e formação para pais, educadores e menores.
The author develops a critical analysis of the Portuguese legal framework for the protection of children’s data in the digital environment, considering the GDPR and Law No. 58/2019, questioning whether the age of 13 for autonomous consent is sufficient to ensure effective protection.
She argues that children, due to their vulnerability, immaturity and limited awareness of the risks of cyberspace, deserve enhanced protection, particularly in view of the massive collection of data by social media, entertainment platforms and internet-connected devices.
The text highlights that the Portuguese legislature adopted a permissive approach by setting the minimum age for digital consent at 13, despite other areas of national law citing 16 as the relevant benchmark for discernment and responsibility. The author considers that this choice undermines the protection of children’s fundamental rights, namely privacy, dignity and the free development of personality.
The paper also emphasises the role of parental supervision and digital literacy, arguing that child protection cannot depend solely on the law, but also on education, family supervision, platform accountability and state intervention. The central conclusion is clear: to truly protect children in the digital world, the age of consent should be raised to 16 and prevention should be strengthened through public policies, safer technological mechanisms and training for parents, educators and minors.
El artículo analiza críticamente el régimen jurídico portugués de protección de datos de los menores en el entorno digital, a la luz del RGPD y de la Ley n.º 58/2019, y se pregunta si la edad de 13 años para el consentimiento autónomo es suficiente para garantizar una protección efectiva. La autora sostiene que los menores, debido a su vulnerabilidad, inmadurez y escasa conciencia de los riesgos del ciberespacio, merecen una tutela reforzada, sobre todo ante la recopilación masiva de datos por parte de las redes sociales, las plataformas de entretenimiento y los dispositivos conectados a Internet.
El texto destaca que el legislador portugués adoptó una solución permisiva al fijar en 13 años la edad mínima para el consentimiento digital, a pesar de que otros ámbitos jurídicos nacionales señalan los 16 años como referencia relevante de discernimiento y responsabilidad. La autora entiende que esta opción debilita la defensa de los derechos fundamentales del niño, en particular la privacidad, la dignidad y el libre desarrollo de la personalidad.
El artículo valora además el papel del acompañamiento parental y de la alfabetización digital, defendiendo que la protección de la infancia no puede depender únicamente de la ley, sino también de la educación, la supervisión familiar, la responsabilización de las plataformas y la intervención del Estado. La conclusión principal es clara: para proteger verdaderamente a los niños en el mundo digital, debería elevarse a los 16 años la edad de consentimiento y reforzarse la prevención mediante políticas públicas, mecanismos tecnológicos más seguros y formación para padres, educadores y menores.
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